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domingo, 13 de abril de 2008

Quaraí, Querência Querida!



Gerson Vieira *

Quando te vi a primeira vez,
Não tinha noção de quanto eras importante para mim
Andei por tuas ruas, entrei em tuas casas
Olhei para os lados, mas não soube te entender.

Precisaram três décadas
Para voltar a te encontrar
Alegrar meu coração ao te ver
E ter a certeza de quão importante és para mim

Terra de meus pais,
Pago daqueles que respiram teu cheiro
Que longe estão e lágrimas derramam
De saudades de ti

Um dia eu volto para te ver,
Andar em teu traçado enxadreizado feito tabuleiro
Um dia eu volto...
Quaraí, querência querida!


(*) Sobre Gerson Laerte da Silva Vieira
Nasceu em 3/2/1964, em Canoas, RS, reside atualmente no Rio de Janeiro. Formado em Ciências Contábeis pela Ulbra - Universidade Luterana do Brasil. Membro da Casa do Poeta de Canoas e da ACE - Associação Canoense de Escritores. Publicou várias crônicas no jornal Diário de Canoas. Participou das duas coletâneas da Casa do Poeta de Canoas (2003 / 2005). Projeto atual: livro Laços de Família.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

QUANDO TE OLHO...

QUANDO TE OLHO...
Gerson Vieira(*)
Quando penso em te beijar
Olho para tua boca
Ela quer me olhar
Teus olhos querem me beijar...
Quando tua boca pensa em mim
Teus olhos já falam comigo
Os lábios, complementam a dança
Os cílios, já iniciam o baile...

Quando te olho
Teus olhos me olham
Tua boca fica diferente
Tua língua escondida me faz pensar...
A cor dos teus olhos já não importa mais
Teu sorriso maroto me contagia
Esse olhar atravessado me causa arrepios
Quando te olho...

http://www.casadospoetas.com.br/pastas/recanto/rp250806.html

(*) Sobre Gerson Laerte da Silva Vieira
Nasceu em 3/2/1964, em Canoas, RS, reside atualmente no Rio de Janeiro. Formado em Ciências Contábeis pela Ulbra - Universidade Luterana do Brasil. Membro da Casa do Poeta de Canoas e da ACE - Associação Canoense de Escritores. Publicou várias crônicas no jornal Diário de Canoas. Participou das duas coletâneas da Casa do Poeta de Canoas (2003 / 2005).
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domingo, 30 de março de 2008

Candelária

Mais um:
Uma das coisas que mais me marcou na vida,
foi o massacre dos meninos da Candelária.

Candelária

Ouve-se o eco
são vozes
são meninos
são pessoas
são irmãos

Ouve-se o eco
chora o mundo,
clama justiça.
Ouve-se o eco
som portador da morte,
daqueles que não tiveram sorte.

São meninos
cidade sorriso.
São mendigos
de esperança.
São pessoas,
são crianças.

Ouve-se o eco
escuta-se o lamento.
Murmuri que vaga no vento.
Ouve-se o eco,
claro grito de dor
dos que esmolam um pouco
de amor.

28/Julho/1993
20 horas e 20 minutos
Quarta-Feira
Artur Otávio Vieira Nunes

Nota:
Publicado com autorização do autor